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Os Neo-Hereges 23/05/2013

Posted by Bruno Flávio in Sem categoria.
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Durante toda sua existência a igreja cristã enfrentou uma série de problemas. Um desses grandes problemas foi a heresia. Doutrinas erradas, contrárias à bíblia, mas que geralmente tinham uma mensagem interessante e uma lógica real. Eram mensagens agradáveis e que tinham todo um sentido, principalmente na ciência da época, a filosofia.

Uma das mais perigosas talvez tenha sido o Gnosticismo.  

Antagonistas da pregação de Paulo e de João que, conforme a tradição, os chamava de inimigos da verdade, o gnosticismo foi um espinho na carne do povo cristão que demorou a sair.

Ele tinha um forte apelo às mentes do povo. Era considerado especial, já que não era pra qualquer um. Apenas os “fortes”, os “superiores” eram gnósticos. Apenas os “superiores” conseguiam tirar as vendas de seus olhos e entender os significados secretos presentes nas escrituras.

Nessa fé havia um misto de pensamento místico e de aspectos espiritualistas. Acreditavam que o corpo, como todas as coisas materiais, era mau e o espírito era bom, e com base nisso colocavam uma série de coisas acima da mensagem da bíblia e deturpavam a hermenêutica dessa em seu benefício.

Não é atoa que muitos dos antigos mestres cristãos lutaram suas vidas inteiras para combater ideias gnósticas. Alguns deles pregavam coisas como que Jesus não era de fato Deus, ou que não era de fato homem. Falsos profetas se diziam “Porta-vozes do Espírito Santo” e jogavam por terra as escrituras ou ensinavam que a bíblia era cheia de códigos e segredos onde apenas os mais avançados podiam compreender.

Felizmente o gnosticismo e as outras heresias foram vencidas. Ao menos naquela época. Digo isso porque, se formos olhar ao redor, o mundo cristão está hoje mais parecido com o cristianismo dos gnósticos e dos demais hereges que os dos apóstolos.

Chamados “apóstolos” pregam que Jesus foi um ser criado, à semelhança dos Arianos[1]. Centenas de pastores, à semelhança dos montanistas, se dizem porta-vozes de Deus e, supostamente sendo receptores de revelação do Espírito Santo, jogam por terra as verdades escritas na bíblia. Evangelistas tentam mostrar, como os gnósticos, o quão “superiores” são em relação aos outros por meio de seus “poderes espirituais” e habilidades em dominar endemoniados.

Outros ainda vão mais longe e, ignorando o fato que Deus é um ser consciente, fazem uso de elementos místicos, como amuletos e orações decoradas, acreditando que por fazerem tal ritual, beberem tal agua, ou falaram com tal pastor vão receber o que pedem independente da vontade de Deus.

Outro dia desses recebi uma mensagem numa rede social de alguns colegas da igreja. Essa mensagem continha elementos da nova era e muitos elementos em comum com o gnosticismo[2], onde o texto apresentava Deus como de onde tudo havia emanado, onde se pedia para libertar do que afastava da verdadeira razão. A surpresa é que supostamente esse texto seria uma tradução mais acurada do pai nosso.

Não saberia dizer fiquei mais assustado com a ideia que algumas pessoas tem de como a bíblia realmente é, ou pela forma com que algumas pessoas aceitam conceitos tão contrários a bíblia de forma tão facilmente. No final das contas consegui apenas me lembrar das características do Gnosticismo.

A tendência a procurar algo secreto, superior. A negação dos aspectos reais da vida para uma visão meramente “espiritual” de tudo. A ideia que a bíblia que temos a mão não é a revelação mais sofisticada e final, todas estas características do pensamento gnóstico.

A verdade é que hoje temos em igrejas cristãs elementos que até pouco tempo eram renegados ao mais vil paganismo. Heresias pelas quais guerras foram travadas, povos foram destruídos, hoje circulam com a etiqueta do “eu acho” ou do “faz sentido” como se não tivessem a menor importância ou perigo.

Agora não pense que estes elementos estão presentes apenas em igrejas pentecostais mais exageradas. A mesma pregação alegorista que fez surgir essas heresias, onde cada dá ao texto bíblico o sentido que se quer, não poucas vezes ecoa de púlpitos protestantes. As ideias místicas de amuletos muitas vezes impregnam nossas cestas de oração, assim como o pensamento mágico enche nossas madrugadas de oração, dando a fantasia que por fazer as coisas de determinada forma, e não pela vontade de Deus, teremos a resposta de nossos pedidos. A mesma lógica “científica” conciliadora que fez a filosofia grega pagã entrar no inicio da igreja cristã hoje coloca em cheque alguns termos da bíblia em prol da ciência.

A bíblia deve ser nosso ponto de partida, nosso guia e não apenas o nosso pano de fundo. Devemos nos ater a mensagem da bíblia e tê-la como ponto de partida e ponto de chegada. Não basta pregar usando a bíblia, devemos pregar a bíblia. Não basta usar a bíblia para chegar a conclusões, devemos nos ater as conclusões da bíblia.

Pouquíssimas heresias ignoraram a bíblia, mas todas elas quiseram ver a bíblia pelos olhos de outras filosofias ou pensamentos e algumas ignoraram partes da verdade por uma mentira conveniente. A bíblia e a filosofia não devem ser as nossas bases, a bíblia e a lógica humana não devem ser nossas bases, A bíblia e o que eu penso não devem ser as nossas bases. A bíblia e somente ela, por inteiro, deve ser nossa base.

Todas heresias deram mais valor ao pensamento “moderno” ou subjetivo que a verdade bíblica. É ingenuidade achar que seguindo por um mesmo caminho se chegará a um destino diferente. Se usarmos alguma outra coisa como base para interpretar a bíblia que não ela mesma poderemos afirmar qualquer coisa, independente de verdadeira ou não.

A bíblia deve ser nossa base segura, confiável, e resistente. Deve ser o nosso guia claro e objetivo. Apenas assim poderemos dizer com confiança que o Gnosticismo, o Misticismo e tantas outras doutrinas que foram inimigas da verdade a milênios atrás foram vencidas.

 


[1] O documento do “Apostolo” em si já foi retirado mas ainda existem relatos mostrando como no sites < http://www.jornaloevangelista.com/2012/01/apostolo-valdemiro-santiago-afirma-que.html > ou < http://www.genizahvirtual.com/2012/01/valdemiro-santiago-prega-heresia-ariana.html >

[2] OLSON, Roger. História da teologia Cristã. Editora vida acadêmica. 1999. Pg 29.

O Preço do Seu Sorriso 08/01/2010

Posted by Bruno Flávio in 1.
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Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.

1 Coríntios 7:23