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“Eu, porém…” Miquéias 7:1-7 27/11/2009

Posted by Vanessa Meira in Artigos.
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Miquéias detona no capítulo 7!
Ele fala a situação real, com a autoridade que os profetas de verdade tem.
Confira:

1 Ai de mim! Sou como um homem faminto que depois da colheita procura figos nas figueiras e uvas nas parreiras, mas não encontra nada porque todas as uvas e todos os figos maduros foram colhidos.

Você já teve a sensação de estar num deserto? Já passou por um período de esterilidade, onde nada parecia bom? Miquéias entende você.
Miquéias procura justiça, alguém para elogiar, para admirar, para se aproximar.
No entanto, só encontra folhas, e nenhum fruto.

2 No país inteiro não há uma só pessoa honesta, nem uma que obedeça a Deus. Todos estão procurando matar os outros; cada um procura pôr o seu patrício na cadeia.

Uau! Onde e quando foi escrito isso? Em Brasília? No Senado? Nada poderia ser mais atual!
Lembre-se apenas que Miquéias está falando do suposto “povo de Deus”.
Miquéias fala da igreja. No país inteiro significa “em toda a igreja, em todo o mundo cristão”.
Honestidade para o cristão é obrigação, não é um “extra” opcional. Obediência é algo tão natural como respirar. E Jesus deixou claro que odiar também é matar.
Deus olha para a igreja e desafia: Dai voltas às ruas de Jerusalém; vede agora, procurai saber, buscai pelas suas praças a ver se achais alguém, se há um homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela.

3 Todos estão prontos para fazer o que é mau. Autoridades exigem dinheiro por fora, e juízes recebem presentes para torcer a justiça. Os poderosos contam como vão satisfazer os seus maus desejos. Todos planejam fazer coisas más.

Que tipo de sociedade é essa onde os maus contam seus planos, onde os golpistas se gabam de sua esperteza?
Experimente dizer que devolveu o dinheiro juntamente com a carteira que você encontrou. Vão rir de você, ou vão chamar a mídia pra fazer um documentário sobre honestidade.
Experimente contar ao futuro comprador do seu carro a quilometragem correta e o real estado do motor. Ele vai rir de você e a sua fama de “trouxa” se espalhará no mercado.

A “lei de Gérson” (o importante é levar vantagem em tudo) encontra solo fértil no cristianismo nominal.

4 Mesmo as melhores pessoas, as que são mais honestas, não valem mais do que espinheiros. Mas está chegando o dia em que Deus vai castigá-los, conforme os vigias dele, isto é, os profetas, anunciaram. Naquele dia, haverá confusão geral.

Parece que Miquéias tenta olhar com otimismo.
Parece que ele consegue detectar uma exceção.
Não. É só aparente.
As pessoas mais honestas da igreja são desagradáveis. Espinhos são duros e machucam.
“Aquele ali é crente! É honesto. Mas não chegue perto dele, se não você vai se ferir”.
Crente chato, cristão mala, inconveniente, que confunde santidade com arrogância e quer a todo custo chamar o pecado das pessoas pelo nome.
Fomos chamados para dar sabor à vida das pessoas.
Somo a luz e o sal, não as trevas e o vinagre.

5 Não acreditem nos vizinhos, nem confiem nos amigos. Cada um tome cuidado até com o que diz à sua mulher.

Esse é um alerta para o crente “Poliana Menina”, que acha tudo um mar de rosas.
Não é sábio ser um crente de plástico que anda rindo o tempo inteiro, que leva ao pé da letra o hino “sempre alegre”, que não vê maldade em nada.
Esse verso é para aqueles que sempre reclamam do prejuízo que tomaram por confiar demais, por esperar demais das pessoas.
Falta a prudência da serpente a essas pessoas.
Se os versos anteriores falavam do crente mau-caráter, esse verso é um alerta para o bobo-alegre: Fica esperto! Julgue!
Devemos julgar sim! Mas isso fica para um outro post.

6 Pois hoje em dia os filhos desprezam os pais, as filhas desobedecem às mães, e as noras brigam com as sogras; e os piores inimigos de qualquer pessoa são os próprios parentes.

Falou da sogra!!!
Descreveu com exatidão o caos familiar!
Jesus repetiu essa idéia em Mateus 10:21, 35-36.
Se Jesus repetiu, é porque é sério.
Se você sofre perseguição dentro da sua própria casa, parabéns: bem-vindo ao time!

Mas após criar um clima tenso, descrever a situação tenebrosa e sem esperança que vivia, Miquéias olha pra cima…

Louvado seja Deus pelo verso 7!

7 Eu, porém, ponho a minha esperança em Deus, o SENHOR, e confio firmemente que ele me salvará. O meu Deus me atenderá.

Eu, porém…
Eu, porém…

Aleluia! Existe um “porém”.
Não desanime, não desista: existe um “porém”!

A minha esperança está em Deus. É pra Ele que vou olhar, não para a desgraça que me cerca.
É ao Senhor que vou clamar, não aos homens. NEle eu espero, e Ele me atenderá.

Que o Espírito Santo escreva um “porém” enorme no seu coração.
Seja você a exceção, a refutação das verdades indiscutíveis de uma sociedade podre.
Que você seja o “porém” de Deus!

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Símbolos em miniatura 15/11/2009

Posted by Vanessa Meira in Artigos.
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miniatureExiste base bíblica para a interpretação das 2.300 “tardes e manhãs” (Dn 8:14)
como 2.300 anos?
Por Alberto R. Timm

Estudos históricos bem abalizados demonstram que, até meados do século 19, a grande maioria dos comentaristas bíblicos protestantes interpretava as 2.300 “tardes e manhãs” como 2.300 anos
(veja os citados por LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, pp. 204-268; ou Alberto R. Timm, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2000], pp. 21-25). Essa mesma interpretação continuou sendo aceita nos círculos protestantes pelo menos até o final do século 19.

Existem várias razões que nos levam a aplicar o princípio “dia-ano” de interpretação profética às 2.300 tardes e manhãs. Uma delas é o relacionamento entre as 2.300 tardes e manhãs e as 70 semanas de Daniel 9:24-27. A visão sobre as 70 semanas foi dada a Daniel como explicação adicional à visão das 2.300 tardes e manhãs (ver Dn 8:14, 26 e 27; 9:20-27).

Nessa explicação, o único ponto de partida mencionado, que deve ser comum a ambos os períodos proféticos, é a
expressão “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dn 9:25).

Essa ordem entrou em vigor em 457 a.C. (ver Ed 7:13). E não há como fazer com que as 70 semanas se estendam “até ao Ungido, ao Príncipe” (Dn 7:25), entre 27 e 34 d.C., sem que este período seja considerado como 70 semanas de anos, ou seja 490 anos. Agora, se aplicamos o princípio dia-ano às 70 semanas, como grande parte dos comentaristas o fazem, também devemos aplicá-lo as 2.300 tardes e manhãs.

Outra razão é o próprio contexto histórico. A visão das 2.300 tardes e manhãs foi dada “no terceiro ano do reinado do rei Belsazar” (Dn 8:1), rei de Babilônia. O cumprimento deveria ocorrer, segundo a própria visão, em “dias ainda mui distantes” (Dn 8:26), estendendo-se “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dn 9:25), ou seja de 457 a.C., até o “tempo do fim”, o “último tempo da ira” e o “tempo determinado do fim” (Dn 8:17 e 19).

Se interpretarmos as 2.300 tardes e manhãs como 1.150 dias literais (3 anos e meio) ou mesmo como 2.300 dias literais (7 anos), esse período não chegaria ao final do domínio persa, e muito menos ao tempo do fim.

Uma terceira razão é o princípio da “simbolização em miniatura”, assim denominado em 1843 por George Bush, professor de Hebraico e Literatura Oriental da New York City University. De acordo com esse princípio, sempre que a entidade envolvida em uma profecia bíblica aparece simbolicamente miniaturizada, o tempo profético envolvido foi igualmente miniaturizado, e deve ser interpretado com base no princípio dia-ano. Por exemplo, em Números 14, assim como os doze espias simbolizavam doze tribos, os 40 dias representavam 40 anos (verso 34).

De modo semelhante, em Daniel 8, assim como o carneiro e o bode simbolizam dois reinos (Medo-Pérsia e Grécia), as 2.300 tardes e manhãs representam 2.300 anos.

Portanto, devemos interpretar as 2.300 tardes e manhãs como 2.300 anos.

Fonte: Sinais dos Tempos, setembro/outubro de 2000. p. 21 (usado com permissão)

31 de outubro: gostosuras ou travessuras? 31/10/2009

Posted by Vanessa Meira in Artigos.
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Hoje comemora-se o Halloween, o “dia das bruxas”. De forma ridícula, tenta-se importar essa celebração americana e implantá-la no Brasil.

Não pegou!

Foi estranho ver uma criança fantasiada andando num calor tropical de 35 graus sob o olhar irônico dos transeuntes na minha cidade… A pergunta “gostosuras ou travessuras?” não faz o menor sentido em nossa realidade.

O pior é que fica em segundo plano um evento muito mais importante e significativo que também deveria ser lembrado nesse 31 de Outubro:

a Reforma Protestante.

Há 492 anos, um cara desafiou o status e levantou-se contra o mainstream: Lutero.

“Gostosuras ou travessuras?” Lutero esolheu a segunda.

Gostaria de ver mais travessuras assim no meio cristão.

Eu desafio vc a se mexer (I dare you to move – Switchfoot):

Salmo 37 e os rumos da vida. 22/08/2009

Posted by Bruno Flávio in Artigos.
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direção copy

Uma vez li que existem poucas coisas certas na vida, e uma delas é que a vida sempre toma rumos inesperados e que as coisas nunca acontecem realmente como esperávamos. E como viver sem saber o rumo que a nossa vida vai tomar? como viver sem saber a direção da nossa vida? a resposta é simples: Fé!

E é sobre isso que o Salmo 37 fala : Crer que Deus cuidará de você apesar das mudanças da vida. Ele fala que hoje você pode estar seguindo rumos indesejados, mas com Deus tudo vai terminar bem!

Salmo 37 – Paráfrase


Que Deus seja o motivo da sua alegria! Ele Vai realizar os seus sonhos. Confie em Deus, Faça o que Ele pede e espera de você porque Ele não vai te decepcionar!

Não adianta ficar nervoso por causa dos que vencem na vida, nem ter inveja dos que conseguem realizar seus sonhos por meios duvidosos. Paciência… Paciência, pois o Senhor Deus cuidará disso pra você. Não fique com raiva, não fique nervoso, isso só vai piorar as coisas, confie em Deus, o SENHOR, e Ele fará tudo o que prometeu. Descanse em Deus, confie nEle e saiba… Um dia essas pessoas não vão ter nada, vão apenas sumir junto com tudo o que conseguiram, Mas se você for humilde, vai ter a felicidade de ver Deus realizando seus sonhos.

Deus conhece o final de quem age errado, Ele sabe que as escolhas que eles fazem podem parecer espertas, mas são essas escolhas que vão levá-los a derrota e a perdição.

É muito melhor ser correto e não ter tudo o que você quer do que ser mau e ter riquezas. Isso porque Deus cuida dos corretos todos os dias; O céu, e as promessas de Deus serão deles para sempre, porque Deus é quem vai manter suas vitórias para que não se desfaçam. Eles não vão sofrer quando tudo estiver difícil e não passarão fome.

Aqueles que são abençoados por Deus terãoa felicidade de ver seus sonhos realizados  viverão em segurança no Céu, terão o que Deus prometeu.

Deus vai te ajudar nas escolhas que você deve tomar e vai te proteger, não porque é obrigação dEle, mas porque Ele te ama. Talvez você acabe caindo, falhando. Talvez tudo de errado na sua vida, mas se isso acontecer, o Senhor vai te ajudar a se levantar. Apenas faça o que você sabe que é correto, faça o bem e você terá todas essas promessas. Apenas Siga o que a bíblia fala e nunca se afaste dela!

Deus não vai abandonar você quando os problemas vierem, Ele sempre vai te defender! Acredite nisso!! Acreditem Em Deus!! Ponha a sua esperança no SENHOR e obedeça aos seus mandamentos. Ele vai realizar muito mais do que você um dia sonhou, ao contrário dos maus que terão apenas dor e sofrimento. O SENHOR Deus salva do perigo os que são bons e os protege quando estão tristes e preocupados.

Talvez você veja tudo ao redor e ache que sua vida não da certo, talvez você ache que deva fazer algo errado para ser feliz, afinal muitos são “felizes” assim. Mas não se engane. Por mais que pareça que abandonar tudo dê certo, todos os que fizeram isso se deram mal, acabaram como perdedores.

O SENHOR Deus vai te ajudar e vai livrar você de qualquer problema! Ele vai Salvar você! Confie nEle!

Texto: Bruno Flávio C. Lopes

Absolutofobia no reino do Relativismo 09/08/2009

Posted by Vanessa Meira in Artigos.
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por Isaac Malheiros
Tudo é relativo?

Uma menina de dois anos foi condenada à morte na Amazônia, por não ter se desenvolvido fisicamente. A indiazinha Hakani ficou órfã, pois os pais se negaram a matá-la conforme a lei dos suruwahás e tomaram o veneno destinado a ela. O irmão mais velho ficou como responsável pela execução. Enterrou-a viva, mas alguém ouviu o choro abafado e a resgatou. Então foi escalado o avô, que atirou uma flecha na menina, mas vendo o sofrimento da pequena, suicidou-se. Hakani foi abandonada pela tribo, mas resistiu e sobreviveu como indigente comendo restos de comida e insetos por três anos. Então um irmão a levou a um casal de missionários que finalmente a resgatou e cuidou da menina[1].

Apesar do relato dramático, há quem não veja nada de errado no infanticídio. A justificativa: relativismo e respeito à cultura indígena. Sob a ótica relativista, os direitos humanos não poderiam ser aplicados aos indígenas, pois não fazem parte de sua tradição cultural e valores. Toda e qualquer prática e valor cultural são legítimos e devem ser preservados, pois o conceito de “certo” e “errado” é relativo àquela cultura. Em outras palavras: a morte de Hakani estaria justificada na Floresta Amazônica, mas seria crime numa cidade.

Certo ou errado: isso é sempre relativo? O relativismo é o pensamento que nega a existência de padrões absolutos, universais e imutáveis. Um relativista não crê na existência de verdades absolutas.

Infelizmente, esse pensamento tem encontrado eco entre cristãos. “Deus não é cristão” e “todos deveriam conhecer o Dalai Lama”, aconselhou Desmond Tutu numa reunião ecumênica em Porto Alegre[2]. Essas palavras e fatos não representariam preocupação, não fosse o cenário ecumênico e relativista em que surgiram. O antigo chavão “todos os caminhos levam a Roma” foi ampliado para “todos os caminhos levam a Deus”.[3].

Em nível individual, o relativismo manifesta-se na defesa de práticas contrárias aos princípios bíblicos (sexo pré-marital, intemperança, diversões impróprias, pornografia), justificadas com clichês como “eu acho que cada um, cada um”. No mundo físico, obviamente, existem absolutos: um poste diante de um carro em alta velocidade ou o chão num salto sem pára-quedas. Mas o mundo das crenças e convicções está submerso num mar de relativismo [4], gerando uma religião individual, self-service, com princípios maleáveis, ao gosto do “cliente”.

O relativismo atingiu até mesmo o ateísmo. O chamado neo-ateísmo não afirma categoricamente que Deus não existe. O que se afirma hoje em dia é que “provavelmente Deus não existe”[5]. A histórica distinção entre agnosticismo e ateísmo foi suavizada, pois o ateísmo deixou de ser encarado como um tipo de verdade absoluta[6].

A situação atual está bem descrita em Juízes 21:25: “Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. Onde não há um padrão objetivo, a subjetividade (opinião e gosto pessoal) torna tudo lícito e desfaz a fronteira entre certo e errado.

A Verdade Absoluta existe

No entanto, não há lógica no pensamento relativista. Se você disser que “não existe verdade absoluta”, então a sua própria frase não é verdadeira. Você precisa provar que é absolutamente verdade que não exista verdade absoluta.

Porém, se o seu argumento estiver certo, ele refuta a si mesmo. E se ele estiver errado, então existe verdade absoluta. A existência da verdade absoluta traz esse problema: você teria que afirmá-la para negá-la. Para acabar com ela, você teria primeiro que concordar com ela. Ou seja: pra você estar certo, você teria que estar errado! Essa confusão demonstra o que é um mundo filosófico e intelectual sem Deus.


O relativismo dá a falsa impressão de que é possível todos estarem certos. Mas há opiniões tão contraditórias que admitir que talvez todos estejam certos é um absurdo ilógico [7]. Respeitar as opiniões diferentes não significa admitir que “tanto faz, pois todos estão certos”[8].

O curioso é que o relativismo está tão cristalizado que tem se tornado uma forma de absolutismo dogmático: se você tem opiniões bem definidas sobre Deus e a Bíblia, logo sentirá que nem tudo é “relativo” e receberá rótulos como “fundamentalista”, “fanático” ou “intolerante”. Ser relativista se tornou uma verdade absoluta e “não tenha dogmas” se tornou um dogma relativista – nada mais contraditório!

O conceito de Verdade Absoluta é bíblico

A Bíblia lida com verdades absolutas: “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Ml 3:6).

A sua lei é eterna, bem como suas Palavras (Mt 24:35). Deus estabeleceu a diferença absoluta e não-relativa entre a luz e as trevas: “Deus é luz e nele não há treva alguma” (1 Jo 1:5)). E deixa bem claro que quem não segue sua Palavra está nas trevas (Is 8:20).

Um adventista não deveria pensar que ser cristão é apenas uma questão de opinião pessoal. Em termos espirituais, só existem duas classes de pessoas: os filhos da luz e os filhos das trevas. E, ao contrário do que prega o relativismo, é impossível que luz e trevas estejam com a razão ao mesmo tempo. Cristãos relativistas não poderiam ser sal da terra e luz do mundo relativizando o sal e a luz (Mt 5:13 e 14).

Deus tem um padrão, e não deixa a definição ao sabor das opiniões pessoais: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo” (Is 5:20). Longe de ser uma questão subjetiva, ser cristão é ter a Bíblia como Palavra de Deus, única regra de fé e prática para a vida inteira.

 

A Verdade Absoluta é essencial

No outro extremo do relativismo está o dogmatismo antibíblico, que usa as Escrituras apenas para endossar opiniões humanas. Versos bíblicos descontextualizados e citações distorcidas dos Testemunhos de Ellen White não tornam opiniões humanas um “assim diz o Senhor”.

Não é relativismo discutir se Kaká é melhor que Cristiano Ronaldo, discutir reformas e mudanças na liturgia (dentro dos parâmetros bíblicos), ou (para citar um exemplo teológico) discutir a correta identificação das “sete cabeças” de Apocalipse 17[9]. Esse temas não são essenciais. A verdade absoluta não nega a diversidade e a individualidade, mas nos liberta de dogmas humanos (Jo 8:32).

O problema surge quando, na tentativa de sufocar o relativismo, fossilizam-se tradições e normas em torno de princípios legítimos, gerando confusão entre o que é essencial e o que é periférico no cristianismo. Por isso, identificar o que são princípios bíblicos inegociáveis e o que são assuntos secundários é de extrema importância [10]. Vale o clássico princípio popularizado por Agostinho de Hipona: “No essencial, unidade; no acidental, diversidade; em tudo, caridade”.

A Verdade Absoluta exige posicionamento

A verdade absoluta é Cristo e Sua Palavra (Jo 14:6). Não somos guiados pelo relativismo nem pelo dogmatismo humano, mas pelo claro e absoluto “assim diz o Senhor” (Pv 3:5).

Se Pilatos nos fizesse a pergunta “o que é a verdade” (Jo 18:38), mas dessa vez ficasse para ouvir a resposta, responderíamos com um “assim diz o Senhor” ou com um “eu acho que”?

Por que teríamos que aceitar qualquer versão do relativismo? É apenas um retrato do fracasso humano em fazer, sem Deus, afirmações verdadeiras sobre questões essenciais da vida. O relativismo é um pacote amorfo de contradições e confusões.

Nós cristãos não devemos ter parte nisso, pois temos base sólida e firme nas Escrituras. Não aceitamos nenhuma espécie de relativismo, pois existe verdade absoluta em temas essenciais. Sendo assim, posicione-se!

Isaac Malheiros é pastor-capelão do Colégio Adventista de Indaial (SC)
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[1] http://hakani.org/pt/historia_hakani.asp
[2] http://www.achanoticias.com.br/noticia.kmf?noticia=4301589 , acessado em 5 de Fevereiro de 2009.
[3] De acordo com a Bíblia, Jesus é o único caminho a Deus (Jo 14:6).
[4] William G. Johnsonn, “Awash in a sea of relativism”, Adventist Review, Agosto de 1997, p. 5.
[5] Mensagem de campanha publicitária em ônibus na Inglaterra. http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u458981.shtml
[6] Dawkins, Richard. Deus, um delírio (São Paulo: Companhia das Letras, 2007), pp. 80, 212 e 213. “Acho que Deus é muito improvável e levo minha vida na pressuposição de que ele não está lá”, 80. “Deus não existe quase certamente”, 212 e 213
[7] É impossível, por exemplo, espíritas e adventistas estarem simultaneamente corretos sobre o estado dos mortos.
[8] É claro que existem assuntos não-essenciais e questões de consciência, nos quais podemos discordar sem comprometer as crenças fundamentais.
[9] O Comentário Bíblico Adventista considera que a evidência é insuficiente para garantir uma identificação dogmática delas. Isso significa que a questão está aberta à discussão. “Siete cabezas” [Ap 17:9]. Comentario biblico Adventista del Séptimo Dia. Editado por . F. D. Nichol. (Boise: Pacific Press, 1985). 7:866.
[10] Ellen White aconselha a não perdermos tanto tempo em “questões de difícil compreensão, que afinal de contas não têm importância vital”, pois essas coisas tendem a “desviar a mente das verdades vitais para a salvação da alma”. White, E.G. Evangelismo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), p. 182.